Encontro das turmas do 5º Ano da Escola Gonçalo Nunes com Júlio Borges
Terça-Feira, 19 de novembro
das 16 às 18 horas
na
Biblioteca da Escola
Júlio Borges
Nasceu em Bragança no ano de 1974.
Licenciou-se em Ensino Básico, variante de Matemática e Ciências da
Natureza em 1999.
Iniciou a sua atividade docente em 1997, tendo percorrido várias escolas do
Norte do país e do Arquipélago da Madeira.
Possui o Diploma de Estudo Avançados em Teoria e História da Educação –
área de especialização em Educação de Adultos, pela Universidade de Salamanca.
É professor do Quadro de Nomeação Definitiva do 1° Ciclo do Ensino Básico,
no Agrupamento de Escolas de Briteiros, em Guimarães.
É formador do Centro de Formação Francisco de Holanda, nas áreas de
Matemática e Novas Tecnologias desde 2009.
Encontro das turmas do 5º Ano da Escola Gonçalo Nunes com Júlio Borges
Terça-Feira, 19 de novembro
das 16 às 18 horas
na
Biblioteca da Escola
Júlio Borges
Nasceu em Bragança no ano de 1974.
Licenciou-se em Ensino Básico, variante de Matemática e Ciências da
Natureza em 1999.
Iniciou a sua atividade docente em 1997, tendo percorrido várias escolas do
Norte do país e do Arquipélago da Madeira.
Possui o Diploma de Estudo Avançados em Teoria e História da Educação –
área de especialização em Educação de Adultos, pela Universidade de Salamanca.
É professor do Quadro de Nomeação Definitiva do 1° Ciclo do Ensino Básico,
no Agrupamento de Escolas de Briteiros, em Guimarães.
É formador do Centro de Formação Francisco de Holanda, nas áreas de
Matemática e Novas Tecnologias desde 2009.
Nasceu em Bragança no ano de 1974.
Licenciou-se em Ensino Básico, variante de Matemática e Ciências da
Natureza em 1999.
Iniciou a sua atividade docente em 1997, tendo percorrido várias escolas do
Norte do país e do Arquipélago da Madeira.
Possui o Diploma de Estudo Avançados em Teoria e História da Educação –
área de especialização em Educação de Adultos, pela Universidade de Salamanca.
É professor do Quadro de Nomeação Definitiva do 1° Ciclo do Ensino Básico,
no Agrupamento de Escolas de Briteiros, em Guimarães.
É formador do Centro de Formação Francisco de Holanda, nas áreas de
Matemática e Novas Tecnologias desde 2009.
Livro a apresentar.
“O País sem números” (excerto)
- Era uma vez um país chamado Imprecisolândia, em que ninguém conhecia os
números, ninguém conhecia as operações aritméticas, as medições, ninguém
conhecia a matemática. Era um país em que tudo era feito, como costumavam dizer
os seus habitantes, os imprecisolandeses, “a olho”. Quer dizer, as medições
eram realizadas sem qualquer precisão. A temperatura media-se em calor e frio;
o tempo em muito e pouco, noite e dia; a altura em alto e baixo e assim-assim.
- Para o peso havia as classificações mais engraçadas
que possas imaginar. Havia o gordo-hipopótamo, o magricelas-minhoca, o
magro-tronco-de-videira, o forte-montanha e havia até o
assim-assim-corpo-de-gazela. A idade era ainda mais engraçada: havia os bebés,
claro está, os meninos e meninas, a idade-dois-para-uma-sombra, que era quando
os rapazes e raparigas começavam a namorar, a idade-de- ficar-careca ou a
idade-de-ter-filhos, caso fosse homem ou mulher, e, por fim, a idade mais
avançada, que era chamada a idade-do-encolhe-encolhe-e-dores-nas-costas.
- Estas medições de tempo, peso e idade provocavam
sempre muitas confusões, mas a maior confusão era a medição de distâncias, tudo
ficava já ali, além ou acolá, ao virar da árvore, rocha ou montanha.
- Era um país muito desorganizado, porque não podia
haver votações. Os ministros eram escolhidos todos os dias. Assim, quem
chegasse primeiro ao ministério, vestido de fato e gravata, era escolhido para
as funções nesse dia. Era uma situação muito prejudicial, já que não havia
política que resultasse.
- Mas também não tinham tarefa fácil. O ministro das
finanças nunca fazia nada, pois tudo era feito por troca direta, já que não
havia dinheiro, e ele não tinha nada para trocar.
- Não havia ministro da educação, pois não havia
escolas, nem qualquer conhecimento científico. O ministro da saúde também não
fazia nada, pois não existia. Como não havia médicos nem enfermeiros, e toda a
população reclamava por isso, ninguém se aproximava sequer deste ministério.
“O País sem números” (excerto)
- Era uma vez um país chamado Imprecisolândia, em que ninguém conhecia os
números, ninguém conhecia as operações aritméticas, as medições, ninguém
conhecia a matemática. Era um país em que tudo era feito, como costumavam dizer
os seus habitantes, os imprecisolandeses, “a olho”. Quer dizer, as medições
eram realizadas sem qualquer precisão. A temperatura media-se em calor e frio;
o tempo em muito e pouco, noite e dia; a altura em alto e baixo e assim-assim. - Para o peso havia as classificações mais engraçadas
que possas imaginar. Havia o gordo-hipopótamo, o magricelas-minhoca, o
magro-tronco-de-videira, o forte-montanha e havia até o
assim-assim-corpo-de-gazela. A idade era ainda mais engraçada: havia os bebés,
claro está, os meninos e meninas, a idade-dois-para-uma-sombra, que era quando
os rapazes e raparigas começavam a namorar, a idade-de- ficar-careca ou a
idade-de-ter-filhos, caso fosse homem ou mulher, e, por fim, a idade mais
avançada, que era chamada a idade-do-encolhe-encolhe-e-dores-nas-costas. - Estas medições de tempo, peso e idade provocavam
sempre muitas confusões, mas a maior confusão era a medição de distâncias, tudo
ficava já ali, além ou acolá, ao virar da árvore, rocha ou montanha. - Era um país muito desorganizado, porque não podia
haver votações. Os ministros eram escolhidos todos os dias. Assim, quem
chegasse primeiro ao ministério, vestido de fato e gravata, era escolhido para
as funções nesse dia. Era uma situação muito prejudicial, já que não havia
política que resultasse. - Mas também não tinham tarefa fácil. O ministro das
finanças nunca fazia nada, pois tudo era feito por troca direta, já que não
havia dinheiro, e ele não tinha nada para trocar. - Não havia ministro da educação, pois não havia
escolas, nem qualquer conhecimento científico. O ministro da saúde também não
fazia nada, pois não existia. Como não havia médicos nem enfermeiros, e toda a
população reclamava por isso, ninguém se aproximava sequer deste ministério.



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